O magistrado Sérgio
Rocha de Carvalho está sendo apontado pela Companhia de Policiamento de
Trânsito de Campina Grande (CPTran-PB), como responsável por causar desordem e
agredir policiais militares que realizavam fiscalização de rotina por volta das
23h, desta sexta-feira (02), na rua Severino Cruz – próximo ao Açude Velho/CG.
Em nota, a Associação de Magistrados da Paraíba (AMPB) negou as acusações e
revelou sua versão para o caso.
De acordo com o
comandante do CPTran-CG, capitão Edmílson Castro, a fiscalização estava
ocorrendo quando os policiais perceberam que um dos condutores próximo a blitz
estava tentando evitar a passagem pelo local.
Após interceptação das
autoridades, foi constatado que o condutor apresentava sinais de embriaguez, se
recusou a fazer o teste do bafômetro e não apresentou documentação do veículo
ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Como ele não apresentou a
documentação solicitada e se recusou ao teste, estávamos notificando”,
ressaltou capitão Castro.
Foi então que seu pai,
o juiz Sérgio Rocha de Carvalho, teria chegado a pé, também com sinais de
ingestão de bebida alcoólica e questionado quem estava notificando seu filho.
“Quando o policial se identificou, ele tentou dar socos e ao tentar ser contido
pelos outros policiais, acabou agredindo-os fisicamente, fato comprovado com
exame de corpo delito”, informou o comandante.
Tanto o magistrado
quanto seu filho e os policiais envolvidos no episódio foram encaminhados à
Central de Polícia em Campina Grande, onde um outro juiz (identificado apenas
como Horácio), já aguardava a ocorrência e solicitou a liberação de pai e
filho. “Mesmo batendo nos policiais, o magistrado foi liberado por conta da
prerrogativa de que nenhum juiz pode ser autuado pela prática de crimes
afiançáveis”, concluiu o capitão.
Em nota, a Associação dos Magistrados da Paraíba
comentou o fato, informando que os policiais haviam distorcido o episódio.
Segue abaixo nota completa.
"A notícia
apresenta uma distorção dos fatos por parte dos policiais, trazendo ao público
uma versão que não aconteceu. Na verdade, houve um incidente na abordagem do
filho do já citado juiz, com relação à aplicação da lei seca, em blitz
realizada na noite deste dia 3 de agosto, na cidade de Campina Grande. O jovem
abordado foi tratado de forma desrespeitosa e afrontosa, inclusive com ameaça
de uso de arma por parte dos policiais.
Em virtude do
tratamento recebido, o jovem comunicou o fato a seu genitor, o magistrado, que,
ao tomar conhecimento do incidente, foi até o local onde a blitz se realizava.
Lá chegando, ao se dirigir ao policial responsável acerca do ocorrido, o juiz
também foi desrespeitado, sendo tratado de forma afrontosa, tendo em vista que
os policiais não usaram de uma abordagem correta com o magistrado, como
deveriam utilizar com todo cidadão. O magistrado Sérgio Rocha foi desacatado e,
por conta disto, entrou em contato com o magistrado Horácio Melo, presidente da
AMPB, solicitando apoio institucional para o momento.
Horácio Melo foi ao
local da blitz e de lá se encaminhou à Central de Polícia, conversando com a
autoridade policial civil e militar, demonstrou ao delegado de plantão e ao
policial militar a forma afrontosa como estavam sendo tratados o magistrado e
seu filho, já que a abordagem dos policiais foi desrespeitosa, fato inaceitável
para qualquer cidadão. Logo após, os dois magistrados se retiraram da
delegacia.
O presidente da AMPB
esclarece ainda que esta versão de que tenha havido lesões não procede. Em
nenhum instante os policiais, em conversa com o juiz Horácio Melo, citaram ou
apresentaram qualquer tipo de lesão que por ventura tenham sofrido.
A AMPB lamenta que tal
notícia tenha sido distorcida, até porque a mesma informou que um pretenso
laudo foi apresentado pelos policiais, ocorrendo depois do entendimento mantido
na delegacia entre as partes, sem requisição da autoridade policial
competente".Fonte:http://portalcorreio.uol.com.br 03/08
2 comentários:
quem deveria dar exemplos,faz é vergonha, enche a cara e se acha melhor q os outros, o fato de ser juiz deveria faze-lo cumprir a lei e não desrespeitar quem fiscalizava no momento.
êta vergonha, juiz brasileiro
Concordo com o anônimo acima em gênero grau e número, ultimamente esses excelentíssimos juízes tem feito muita merd@ em blitz e depois vem se achando maior que todo mundo, lembrem se senhores juízes acima de vocês existem os políticos pra quem pedem arrego e no caso deveria ser totalmente ao contrário. Brasil país de tolos.
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